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Janeiro de 2026: Notícias do mercado imobiliário

Janeiro de 2026

Todos os meses, a Rentila oferece-lhe uma visão geral da imprensa imobiliária. Assim, no programa deste mês de janeiro de 2026 temos: as medidas do Governo para a habitação, os preços das casas e outros temas do setor imobiliário.

Fiscalidade e Impostos
Arrendamentos de curta duração: novas taxas em 2026

Eis as mudanças que vão pesar nas contas de senhorios e inquilinos em 2026. Em poucas linhas, o essencial para saber como e quando atualizar rendas de curta duração. Ler mais →


Legislação

Pacote de habitação. Imobiliário pede rapidez na aprovação do diploma para tornar descida do IVA uma realidade

Depois do Parlamento ter aprovado as propostas do Governo, Manuel Maria Gonçalves, CEO da Associação Portuguesa dos Promotores e Investidores Imobiliários quer que o diploma avance “com regras claras, simples e sem ambiguidades”. Por sua vez, Patrícia Barão, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal acredita que este pacote fiscal “vai incentivar a promoção imobiliária à construção para a venda e arrendamento a valores moderados”.Ler mais →


Pacote de medidas para habitação já foi aprovado: O que muda em 4 pontos

O novo pacote de medidas do Governo destinado a travar a crise habitacional foi aprovado no Parlamento, numa altura em que os preços das casas crescem ininterruptamente há seis trimestres consecutivos, de acordo com o INE. Ler mais →


Arrendamento. Senhorio pode dar preferência a inquilino português?

Segundo a DECO PROteste, o “direito à habitação está consagrado na Constituição Portuguesa” e a “lei do arrendamento define que nenhum inquilino pode ser discriminado no acesso ao arrendamento” por este motivo. Ler mais →


Mercado Imobiliário

Ano de 2026 arranca com preços “incomportáveis” na habitação

Entre os operadores do mercado imobiliário, há quem peça consciência política para a gravidade do problema e mais medidas efetivas que contribuam para a sua resolução, enquanto outros aguardam com expectativa por uma intervenção da UE. Há, por outro lado, quem veja os primeiros sinais do impacto do pacote de medidas aprovadas pelo Governo – ainda que sem controlo -, no que diz respeito ao mercado informal de arrendamento versus o alojamento local. Ler mais →


Arrendamento abranda: rendas sobem apenas 0,9% em 2025

O mercado de arrendamento em Portugal registou um crescimento moderado em 2025, com as rendas a subirem 0,9% em Dezembro, face ao mesmo mês do ano anterior. De acordo com o índice de preços do idealista, o valor mediano para arrendar casa fixou-se nos 16,4 euros por metro quadrado no final do ano, confirmando um abrandamento face a períodos anteriores. Ler mais →


Investimento imobiliário comercial sobre 22% em 2025 para 2,8 mil milhões

Em comunicado, a consultora CBRE antecipa “um cenário otimista” para 2026, com “várias transações significativas em curso em todos os setores, algumas já em fases avançadas de ‘due diligence’”. Ler mais →


Preço das casas subiu quatro vezes mais do que salários em 10 anos

Custo da habitação continua a acelerar e a distanciar-se da realidade financeira dos portugueses, apesar de medidas governamentais para mitigar o problema. Governo viu aprovadas mais duas propostas. Ler mais →


Rendas das casas subiram 5,3% em 2025

As rendas das casas por metro quadrado aumentaram 4,9% em dezembro de 2025 face ao mesmo mês de 2024 e registaram uma variação média anual de 5,3% no conjunto do ano passado, divulgou hoje o INE. Ler mais →


Apesar do aumento das rendas, procura cresceu 5% no quarto trimestre de 2025

Subida de 0,9% nas rendas acompanha o crescimento da procura de casa para arrendar, o que mantém o acesso à habitação fora do alcance de uma parte significativa da população, salienta o idealista. Ler mais →


Rendas novas estabilizam em Lisboa e descem 1,6% no Porto

Confidencial Imobiliário divulga os resultados de 2025 do Índice de Rendas Residenciais para as duas principais cidades do país. Em Lisboa, a estabilização registada no conjunto do ano resulta de uma recuperação gradual das rendas, enquanto no Porto o resultado anual de 2025 reflecte um mercado onde as rendas apresentaram quedas trimestrais consecutivas desde o final de 2024. Ler mais →


Mediadora de luxo americana vê Portugal como “país que tem muito para oferecer”

Pamela Liebman, CEO da Corcoran, diz que há cada vez mais americanos a comprar casa em Portugal, embora nem todos “fujam” dos EUA pelas políticas de Donald Trump. Ler mais →


Comprar casa em Portugal exige, em média, quase 30 anos de rendas

Quem pensa em comprar casa em Portugal, tem de se preparar para um esforço financeiro mais prolongado, em média, 28,5 anos de rendas, indica o Imovirtual. Ler mais →


Diversos

2026: inflação abranda, mas custo de vida continua a subir e aperta famílias, empresas e comércio

Apesar das previsões apontarem para um recuo da inflação para 2,1% e para um novo alívio no IRS, o ano de 2026 deverá ser vivido, no terreno, como um período de pressão contínua sobre orçamentos familiares e estruturas empresariais. Longe de um choque único, o próximo ano será marcado por aumentos distribuídos por múltiplas áreas. Ler mais →


Taxa Euribor sobe a três meses e desce a seis e 12 meses

A taxa Euribor subiu hoje a três meses e desceu a seis e a 12 meses. A taxa a três meses subiu para 2,026%, contra os 2,016% de terça-feira, e permaneceu abaixo das taxas a seis (2,107%) e a 12 meses (2,243%). Ler mais →

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Mais da Rentila

Abandono de imóvel arrendado: Guia para senhorios

Abandono de imóvel arrendado: Guia para senhorios

A situação em que um inquilino deixa de responder, desaparece ou deixa o imóvel num estado que parece vazio é o pesadelo de muitos proprietários. O abandono de imóvel arrendado é um cenário complexo que exige cautela extrema.

O que caracteriza, legalmente, o abandono de imóvel arrendado?

É fundamental compreender que não basta a ausência do inquilino ou o atraso na renda para declarar o abandono. Na legislação portuguesa, o abandono não se presume apenas porque o imóvel parece vazio. Existe uma distinção clara entre:

  • Entrega clara do imóvel: Onde o inquilino entrega as chaves e formaliza o termo de entrega.
  • Suspeita de abandono: Onde o inquilino deixa de ser visto, mas não houve rescisão formal.
  • Posse legal pós-processo: Onde a posse do imóvel é retomada através de um título executivo, como uma decisão judicial após um procedimento especial de despejo.

Muitos senhorios assumem erroneamente que, se o inquilino não paga a renda e não atende o telefone, o contrato terminou automaticamente. Isto é um erro crasso. Enquanto não houver uma resolução contratual válida, o contrato de arrendamento permanece ativo.

Os perigos de mudar a fechadura: O risco de coação e violação de domicílio

Para o senhorio, a estratégia de “resolver o assunto” entrando no apartamento e mudando a fechadura pode resultar num tiro no pé. Em Portugal, a Constituição e o Código Penal protegem a inviolabilidade do domicílio. Entrar num imóvel arrendado sem o consentimento do inquilino ou sem uma ordem judicial pode levar a queixas por violação de domicílio ou coação.

Porque é que a justiça feita pelas próprias mãos não compensa?

Mesmo que o inquilino deva meses de renda, o senhorio não tem o direito de forçar a entrada. O risco de sofrer um processo por despejo ilícito é real. Isto pode resultar em indemnizações elevadas que o senhorio terá de pagar ao inquilino, além de custos legais acrescidos. Para evitar surpresas desagradáveis, é essencial conhecer as regras que regem a relação entre senhorio e inquilino, mantendo sempre uma postura pautada pela legalidade, mesmo quando a frustração é elevada.

Gestão de pertences: O senhorio como depositário involuntário

Quando um imóvel é deixado com bens no interior, o senhorio entra numa posição delicada. Não é recomendável descartar estes bens de imediato, mesmo que pareçam lixo. Ao remover e deitar fora os bens, o proprietário pode ser acusado de furto ou dano, uma vez que a propriedade dos objetos continua a pertencer ao inquilino, independentemente da sua situação contratual.

Passos práticos para gerir situações de suspeita de abandono

Face a um possível caso de abandono de imóvel arrendado, o proprietário deve adotar uma abordagem metódica para se proteger:

  • Tentar o contacto persistente: Registe todas as tentativas de contacto (chamadas, e-mails, cartas registadas com aviso de receção).
  • Documentar sinais de partida: Tire fotografias e, se possível, tenha testemunhas se o imóvel estiver visivelmente vazio ou se houver sinais de que o inquilino retirou a mobília.
  • Inventário rigoroso: Caso seja forçado a entrar (após aconselhamento jurídico), fotografe e faça um inventário detalhado de tudo o que está dentro da casa.
  • Notificação formal: Notifique o inquilino para que proceda à recolha dos bens num prazo razoável, informando que os mesmos serão guardados à sua responsabilidade.
  • Evitar a eliminação: Não deite nada fora até ter a certeza absoluta de que o procedimento legal de despejo foi concluído e que o imóvel foi legitimamente recuperado.

Cenários enganadores: por que razão não constituem prova suficiente de abandono?

Muitos proprietários acreditam que certos sinais são prova irrefutável de que o inquilino não voltará, mas a lei é cética. A falta de pagamento da renda combinada com o silêncio do inquilino é a situação mais comum, mas não autoriza a entrada. O mesmo se aplica à devolução de chaves por terceiros não autorizados, ao desligamento de serviços de utilidade (eletricidade ou água) ou aos relatos de vizinhos sobre a ausência do arrendatário. Nenhum destes sinais, isoladamente ou em conjunto, substitui um processo legal formal para terminar o contrato e retomar o imóvel.

Para garantir que está a gerir o seu património de forma segura, é sempre recomendável ler artigos sobre como proteger um imóvel para arrendar e mitigar riscos antes de eles acontecerem.

Perguntas Frequentes

Posso entrar no imóvel se o inquilino não paga a renda há três meses?

Não. Mesmo com rendas em atraso, entrar no imóvel sem autorização ou ordem judicial é ilegal. O senhorio deve iniciar um procedimento especial de despejo para recuperar o imóvel legalmente. A entrada forçada pode ser considerada crime de violação de domicílio, expondo o senhorio a processos judiciais graves e indemnizações avultadas.

O que devo fazer se encontrar o imóvel vazio e com pertences lá dentro?

Deve documentar tudo. Tire fotos, faça um inventário detalhado dos bens e envie uma carta registada para a última morada conhecida ou para o contacto do inquilino, notificando-o para retirar os bens num prazo fixado. Não disponha dos bens de imediato, pois pode ser acusado de dano ou apropriação indevida de propriedade alheia.

Como provar que houve um abandono de imóvel arrendado?

A prova do abandono é complexa e deve ser feita, preferencialmente, através de um advogado. O abandono não é um estado de facto, mas sim uma conclusão jurídica. Geralmente, baseia-se na cessação de atividade no local, ausência prolongada sem comunicação e sinais claros de que o inquilino não pretende continuar a cumprir o contrato de arrendamento.

Abandono de imóvel arrendado : O que deve recordar

  • O abandono de imóvel arrendado nunca deve ser assumido pelo senhorio de forma unilateral.
  • Evite sempre “resolver por conta própria”; a entrada forçada no imóvel é um risco jurídico grave em Portugal.
  • Documente sempre todas as tentativas de comunicação e o estado do imóvel através de fotos.
  • Se existirem bens, trate-os como um depositário; não os elimine sem seguir um procedimento formal.
  • Em caso de dúvida ou silêncio prolongado do inquilino, recorra a apoio jurídico para iniciar o despejo legal.

Maio de 2026: Notícias do mercado imobiliário

Abril de 2026

Todos os meses, a Rentila oferece-lhe uma visão geral da imprensa imobiliária. Assim, no programa deste mês de maio de 2026 temos: as medidas do Governo para a habitação, os preços das casas e outros temas do setor imobiliário.

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